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Duas ferramentas gratuitas para fazer referências bibliográficas

Para a realização de um bom trabalho acadêmico, seja um TCC, artigo, dissertação ou tese, tem importantes etapas a serem cumpridas, e uma das mais importantes é a seção de referências bibliográficas.

Procurar os autores certos para citar é fundamental para dar consistência e credibilidade ao seu trabalho, porém é preciso saber fazer corretamente a referência do texto utilizado na seção correspondente, que vem sempre ao final do trabalho.

Conheça abaixo dois sites cuja proposta é facilitar a vida de quem precisa gerar referências que sigam as normas ABNT (e outras, se for o caso).

MORE – Mecanismo Online de Referências

MORE UFSC Referências bibliográficas ABNT

Disponibilizado desde 2005 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o MORE – Mecanismo Online de Referência é uma ferramenta gratuita que gera automaticamente citações no texto e referências no formato ABNT. Há a opção de criar um usuário para guardar as referências criadas, ou então utilizar o formulário disponível para gerar na hora referências para 15 tipos diferentes de documentos (livros, artigos acadêmicos, artigos online, etc.) Oferece, ainda, suporte aos usuários, tornando a experiência e utilidade da ferramenta ainda mais interessantes.

Referência Bibliográfica

Desenvolvido desde 2015 por Clever Marcos Teixeira, o site ReferênciaBibliográfica.net é outra boa opção gratuita disponível na rede. Um diferencial com relação ao MORE é a sua proposta de formatar referências além da ABNT, contemplando também os estilos Vancouver, NLM (National Library of Medicine), MLA 8 (Modern Language Association) e o APA 7th (American Psychological Association 7th edition). Há um guia passo-a-passo para quem tiver dúvida de como gerar a referência no estilo escolhido.


Vale destacar por fim que ambas ferramentas estão adequadas às normas mais recentes da ABNT, atualizadas em 2018 – informação importante para acertar na hora de formatar corretamente suas referências bibliográficas.

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3 Plataformas de Educação à Distância que você precisa conhecer

Cursos online gratuitos - Educação à Distância (EaD)

A expansão da Educação à Distância no mundo

Com a pandemia os cursos online e a educação à distância (EaD) ganharam maior popularidade. Como recurso de combate ao avançando da COVID-19, a quarentena exigiu o confinamento em massa por todo mundo, acarretando em um aumento pela procura de oportunidades de aprendizagem virtual como uma forma de ocupar produtivamente o tempo.

Atualmente são várias as plataformas MOOC (Massive Online Open Courses, na sigla em inglês, ou Cursos Online Abertos e Massivos, em tradução livre) que reúnem cursos oferecidos pelas mais prestigiadas universidades e empresas mundiais na modalidade EaD, muitos deles gratuitos ou com baixo valor de investimento (pagando somente pelo certificado, por exemplo).

3 Plataformas de Educação à Distância (EaD)

Dentre as inúmeras opções hoje existentes na Internet, que abordaremos em futuras postagens, destacamos aqui três MOOCs pela qualidade dos cursos que são ofertados e pela possibilidade de vários poderem ser de forma gratuita, inclusive com emissão de certificado sem custos para o estudante (em geral cursos livres, que são os mais abertos para participação de pessoas com qualquer grau de instrução). São duas plataformas estrangeiras e uma brasileira. Confira abaixo!

Coursera

A maior plataforma MOOC em atividade, com mais de 3.900 opções de cursos e especializações, é o Coursera.

Você pode fazer cursos mais curtos ou mesmo obter um diploma universitário (graduação e mestrado) oferecido pelas maiores universidades do mundo. Há opções gratuitas e pagas com valores que cabem no bolso. São várias opções disponíveis, inclusive em português (todo curso ou pelo menos com a opção de legenda).

Seguindo o princípio de que “alunos do mundo todo tenham acesso gratuito à educação de qualidade”, a plataforma, que está disponível tanto para computador como para tablets e smartphones, oferece em seus cursos suporte vídeo-aulas, testes interativos, a realização de avaliações e interação com colegas e professores.

Para quem se interessar, há cursos disponíveis nas áreas de Artes e Humanidades, Negócios, Ciências da Computação, Ciência de Dados, Tecnologia da Informação, Saúde, Matemática e Lógica, Desenvolvimento Pessoal, Ciência e Engenharia Física, Ciências Sociais e Línguas.

Future Learn

Outra boa opção é o Future Learn, que oferece cursos das principais universidades e empresas do mundo. Diferente do Coursera, essa plataforma só está disponível na língua inglesa.

Se o idioma não for um problema, você pode escolher um curso nas seguintes áreas oferecidas: Business and Management, Creative Arts and Media, Healthcare and Medicine, History, IT and Computer Science, Language, Law, Literature, Nature and Environment, Politics and Society, Psychology and Mental Health, Science, Engineering and Maths, Study Skills e Teaching.

Já os cursos estão divididos entre três categorias: short courses, microcredentials and programs e online degrees. Assim como a maioria dos MOOCs, no Future Learn é possível fazer um curso de graça, mas será preciso pagar se quiser um certificado. Entretanto, vale ressaltar que o valor é menor do que nos cursos presenciais oferecidos na forma tradicional.

Fundação Bradesco

Para completar a lista, não poderia faltar um MOOC brasileiro como referência: a Escola Virtual, portal de e-learning mantido pela Fundação Bradesco desde 2001 e que oferece cursos livres 100% gratuitos, incluindo a certificação!

Ao contrário das duas opções acima, não há disponibilidade de cursos de graduação ou pós, mais comuns de serem ofertados por universidades privadas (e pagos). Mesmo assim, a carga horária e a qualidade dos cursos na Escola Virtual proporcionam um certificado que fará a diferença no seu currículo.

Os cursos estão focados em capacitação profissional para o mercado de trabalho e se dividem nas seguintes áreas: Administração, Contabilidade e Finanças, Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Educação e Tecnologia.


Veja também: Cursos online gratuitos ofertados por 10 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil



O que é a Coesão Territorial?

Fonte: Pexels.com

Compartilho abaixo trecho adaptado da minha tese de doutorado, no qual descrevo e analiso o o conceito de coesão territorial, utilizado como uma das pedras angulares do quadro de políticas da União Europeia. Trata-se de uma importante referência para pensarmos as questões urbanas e regionais no século XXI.

Para explicar o conceito de coesão territorial, é preciso recorrer ao conceito de coesão social, visto desde o âmbito teórico, no campo da Sociologia, passando pela acepção do termo enquanto estratégia política embasada em valores democráticos, percepção adotada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O caráter territorial da coesão parte da experiência das políticas comunitárias da União Europeia (UE), que o agregou aos já consagrados conceitos de coesão social e econômica.

Na tradição sociológica, Émile Durkheim, ainda no século XIX, estabeleceu a noção de coesão ligada à organização dos sistemas sociais (JOHNSON, 1997, p.41), cujas fontes básicas seriam derivadas dos conceitos de solidariedade mecânica (coesão por “semelhança”, a partir da cultura e estilo de vida comuns) e solidariedade orgânica (coesão por “diferenças”, baseada na divisão do trabalho, em que é gerada uma rede complexa de interdependência – típica da sociedade industrial). Já no século XX, o sociólogo Talcott Parsons desenvolveria a ideia de que a coesão se daria pela manutenção da sociedade moderna através de um consenso geral sobre valores (JOHNSON, id., loc. cit.). O que se destaca, a partir dessas abordagens oriundas da Sociologia, é a perspectiva do consenso como cimento da coesão social, com o qual se pode traçar um paralelo com a organização institucional e as estruturas que dão suporte aos sistemas sociais.

A coesão social surge como tema prioritário quando a humanidade passa por uma mudança de época e as próprias bases da vida em comum começam a ser questionadas e corroídas. Atravessamos um período de importante transição histórica, com uma profunda mudança de ciclo na história da humanidade (CEPAL, 2007, p.17). O documento preparatório, elaborado pela CEPAL, para o encontro XVII Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em 2007 no Chile, intitulado “Coesão Social – Inclusão e Sentido de Pertencer na América Latina e no Caribe. Síntese”, ressalta a importância da coesão para a solidez do Estado, para a governabilidade, para a ordem social democrática e para a estabilidade das sociedades em geral, e em particular, as latino-americanas. Entretanto, aspectos do desenvolvimento social podem ajudar ou impedir que se consolide a coesão, sendo, por isso, determinante que o conceito seja tomado como um guia das políticas públicas (CEPAL, id., p.9-10).

A ONU, por meio da CEPAL, propaga então uma visão de coesão que tem por finalidade influir diretamente na agenda pública dos países, no caso em questão, os latino-americanos. Nessa agenda são priorizadas a questão produtiva, a inclusão social via desenvolvimento do capital social e a criação de uma rede de proteção contra riscos e vulnerabilidades, entre outras diretrizes, que, por fim, objetivam estabelecer um contrato de coesão social, a ser “assinado” pelos países que aceitarem seguir o receituário normativo da CEPAL. Eis a coesão enquanto “consenso geral sobre valores”, conforme Talcott Parsons.

Coesão Territorial

A dimensão territorial da coesão em sua conceituação teórica e norma reguladora é uma das principais características das políticas adotadas pela União Europeia. O conceito passa a ser adotado de forma oficial, a partir de 2007, com o Tratado de Lisboa , ao lado das já consagradas noções de coesão social e econômica, presentes na própria consolidação da UE, ainda nos anos 1980. Em outro documento de referência, o “Livro Verde sobre a Coesão Territorial Europeia”, define-se o conceito de coesão territorial nos seguintes termos:

A coesão territorial procura alcançar o desenvolvimento harmonioso de todos estes territórios e facultar aos seus habitantes a possibilidade de tirar o melhor partido das características de cada um deles. […] Muitos dos problemas enfrentados pelos territórios são transversais pelo que as soluções efectivas requerem uma abordagem e cooperação integradas entre as várias autoridades e todos os envolvidos. A este respeito, o conceito de coesão territorial permite interligar eficácia económica, coesão social e equilíbrio ecológico, fazendo do desenvolvimento sustentável o pilar da elaboração de políticas (UNIÃO EUROPEIA, 2008, p.3).

A noção de sustentabilidade, que desde a década de 1970 e principalmente a partir da da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento de 1992, realizada no Rio de Janeiro, vem pautando prognósticos e recomendações de políticas públicas, ganha uma nova “roupagem” com a adoção do conceito de coesão, no caso europeu, em que é prevista a interligação entre os aspectos econômicos, sociais e ambientais do desenvolvimento.

A dimensão territorial da coesão ganha reforço a partir do “European Spatial Development Perspective” (ESDP), acordo elaborado de 1999 pelo conselho informal de ministros responsáveis pelo planejamento espacial (UNIÃO EUROPEIA, 1999). Esse documento ressalta o papel fundamental dos assuntos territoriais nas políticas da União Europeia, que passa a conferir maior importância aos impactos físicos dos programas e políticas que afetam direta ou indiretamente o território (PEDRAZZINI, 2011). A partir do ESDP são estabelecidos três objetivos fundamentais, que vão pautar os passos seguintes da agenda política da UE: (1) a coesão social e econômica; (2) conservação e gestão dos recursos naturais e do patrimônio cultural e (3) competividade mais equilibrada no território europeu. (UNIÃO EUROPEIA, id.). A agenda territorial da UE, expressa em diversos documentos oficiais seguintes , com destaque para o Tratado de Lisboa, seguirá com essas orientações estratégicas, dado o estabelecimento da coesão territorial como objetivo comum a ser adotado por todos Estados-membros.

A gestão pública, no que se refere aos territórios, em suas diversas escalas, passa a perseguir a concretização dos princípios e diretrizes de coesão territorial então oficialmente assumidos para o desenvolvimento sustentável da UE. No entanto, é importante contextualizá-lo na realidade política, social e econômica em que surgiu e opera.

Uma séria crítica à coesão territorial, no papel que cumpre como modo de regulação das políticas públicas, busca evidenciá-la como uma construção retórica que, na verdade, esconde perspectivas neoliberais nas entrelinhas do discurso generalista do conceito, intimamente associadas ao princípio de “competividade”, muito presente nos documentos sobre coesão na UE, que estariam mais ligadas à garantia e suporte das estruturas de poder. Na retórica sobre coesão, a exclusão aparece como um efeito posterior da competição econômica, ignorando que tal problema seria, contudo, parte integrante da mesma narrativa socioespacial, ou seja, as próprias políticas de coesão perpetuariam problemas que deveria eliminar, posto que são guiadas por princípios neoliberais, ou seja, conformariam a priorização dos interesses dos agentes econômicos na gestão, criando, desse modo, espaços de exclusão, de “não-competividade”, frente aqueles que são beneficiados. A pretensa “coesão”, assim, concorreria para a divisão do território entre “espaços luminosos” e “espaços opacos”, resultando na diferenciação que deveria erradicar.

Chamaremos de espaços luminosos aqueles que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim mais aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Por oposição, os subespaços onde tais características estão ausentes seriam os espaços opacos. Entre esses extremos haveria toda uma gama de situações. Os espaços luminosos, pela sua consistência técnica e política, seriam os mais suscetíveis de participar de regularidades e de uma lógica obediente aos interesses das maiores empresas (SANTOS; SILVEIRA, 2004, p.264).

Nesta perspectiva, a política de coesão serve antes a uma centralização de recursos humanos e técnicos em alguns pontos privilegiados do território, “obedientes” (espaços luminosos), em detrimento dos demais espaços (opacos), desprovida do atendimento das políticas públicas que deveriam proporcionar, por princípio, um equilíbrio no desenvolvimento socioespacial. Este desiquilíbrio entre o aspecto econômico e social, ocasionado pelas contradições e o trade-off entre coesão e competividade no espaço europeu, são características que marcam decisivamente os desafios em torno das políticas baseadas nos princípios de coesão territorial (ACHE et al., 2008).

A coesão deve então ser compreendida no entrelaçamento entre quatro dimensões – territorial, econômica, social e política –, em que se articulam os elementos estruturais para a promoção de políticas de integração territorial (DINIZ, 1998, p.290). A coesão territorial de matriz europeia lança princípios importantes a serem observados pela gestão pública, mas peca pelo componente econômico, em que valoriza um dos princípios mais controversos da cartilha neoliberal, que é a competividade, pilar da gestão “empresarial” dos territórios, geradora de toda sorte de desigualdades socioespaciais. Entende-se, assim, que a coesão territorial, enquanto princípio orientador do planejamento e gestão de políticas públicas, deve dar maior atenção às características da coesão social salientadas pela CEPAL, como a de garantir a governabilidade e a manutenção da ordem social democrática. Tratam-se de objetivos que são tangíveis somente com a priorização da dimensão social da coesão, sem descuidar da dimensão política, focada na busca do consenso e da cooperação e, importante destacar, sem submissão à dimensão econômica “capturada” pelos interesses do capital, que para sua própria “coesão” precisa que as políticas públicas sejam orientadas para facilitar os processos de reprodução e acumulação capitalistas.

Por fim, a coesão territorial, no sentido crítico exposto até aqui, pode ser um caminho para o resgate da “condição urbana” que o urbanista Olivier Mongin declara como finalidade da utopia contemporânea – busca da reconciliação e harmonização, do equilíbrio ecológico e antropológico, do “sentido político da cidade que passa por uma ressurgência dos lugares frente aos fluxos globalizados” (MONGIN, 2009, p.228).


Referências Bibliográficas

ACHE, Peter; ANDERSE, Hans Thor; MALOUTAS, Thomas; RACO, Mike; TASAN-KOK, Tuna (eds.) Cities between Competitiveness and Cohesion: Discourses, Realities and Implementation. [s.I.]: Springer Science & Business Media, 2008

CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – Organização das Nações Unidas). Coesão Social. Inclusão e Sentido de Pertencer na América Latina e no Caribe. Santiago do Chile, 2007, 92p. Disponível em http://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/2834/1/S2007451_pt.pdf. Acesso em 8 out. 2014.

DINIZ, Eli. Uma perspectiva analítica para a reforma do Estado. Lua Nova, n.45, p. 29-48, 1998.

JOHNSON, Allan G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.

MONGIN, Olivier. A Condição Urbana: a cidade na era da globalização. São Paulo: Estação Liberdade, 2009.

SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: Território e Sociedade no início do século XX. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

UNIÃO EUROPEIA. Comissão Europeia. ESDP – European Spatial Development Perspective: towards a balanced and sustainable development of the territory of the European Union. Luxemburg: 1999. Available from: < http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docoffic/official/reports/pdf/sum_en.pdf> Cited: 11 jul. 2015

______________. Comissão das Comunidades Europeias. Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia: Tirar Partido da Diversidade Territorial. Bruxelas, 2008, 14p. Available from: http://ec.europa.eu/regional_policy/archive/consultation/terco/paper_terco_pt.pdf. Cited: 11 jul. 2015.


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Oferta de emprego para professor e de bolsas para pós-graduação no exterior

vagas emprego professor exterior

Na última postagem sobre oportunidades acadêmicas no Brasil foram apresentadas algumas dicas de como buscar vagas via universidades, agências de fomento e sites de concursos e vagas em instituições privadas. Nesta postagem apresentamos alguns sites para também encontrar vagas acadêmicas no exterior.

Cabe destacar que para concorrer no exterior é fundamental ter o domínio de uma língua estrangeira, principalmente o inglês. Se você se encaixa nesse perfil, deve considerar buscar a sua vaga de professor e/ou pesquisador em outros países. Se não domina totalmente o inglês, busque ampliar seus conhecimentos para aumentar suas chances de encontrar o seu emprego.

4 Sites com Vagas de Emprego para Professores e Bolsas no Exterior


Conhece alguém que pode se interessar sobre vagas pra professor no exterior?Compartilhe essas dicas nas redes sociais.



(Qual?) Desenvolvimento Urbano Sustentável

Recebi um convite especial do pessoal da Rede Empreendedora de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (REDESS) para conversar sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável. Foi um bate-papo bem interessante em torno da questão sobre qual desenvolvimento queremos para nossas cidades e o papel que as comunidades locais tem nesse processo.

Confira abaixo no vídeo gravado do debate e deixe seu comentário!


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Oportunidades de emprego acadêmico no Brasil: bolsas, concursos e vagas para professores e pesquisadores

Oportunidades de emprego acadêmico no Brasil: bolsas, concursos e vagas para professores e pesquisadores

A carreira acadêmica já era uma escolha desafiadora no Brasil. Com a crise provocada pela pandemia do Coronavírus, com desdobramentos bastante negativos para a economia mundial, se tornou ainda mais delicado se dedicar à academia no país.

Se você busca oportunidades de emprego na área acadêmica, saiba que não será tarefa fácil, dado o atual cenário, e ainda há muitas incertezas quanto ao futuro. Entretanto, é importante conhecer os principais canais para pesquisar possíveis vagas e estar atento às novidades. Afinal, não se deve desistir nunca dos seus sonhos!

Confira abaixo uma lista de sites de entidades e universidades que divulgam oportunidades de concursos para professores, bolsas de estudos para pesquisa e pós-graduação no Brasil (há também no blog uma relação de oportunidades de emprego no exterior).

Salve em seus favoritos e acompanhe para ficar por dentro!

Oportunidades de Emprego Acadêmico

Entidades públicas

  • CAPES – Editais abertos
  • FAPEMIG (Minas Gerais) – Chamadas
  • FAPESQ (Paraíba) – Editais abertos
  • FAPERJ (Rio de Janeiro) – Lista de Editais
  • FAPERGS (Rio Grande do Sul) – Chamadas e Editais
  • FAPESP (São Paulo) – Oportunidades de Bolsas
  • Empregos no PNUD Brasil
  • Oportunidade de trabalho na UNICEF

Universidades

Sites de Divulgação (concursos, vagas, etc)

Ficou faltando algum site que você gostaria de incluir?
Deixe nos comentários abaixo a sua dica!

Tome nota: Evernote

Algumas ferramentas de produtividade são essenciais para quem atua na área acadêmica, seja como professor, pesquisador ou estudante. Se você precisa de um programa para fazer fichamentos e guardar anotações importantes, o Evernote é uma boa opção.

O que faz o Evernote?

Basicamente é um programa para fazer anotações, disponível tanto para desktop quanto aplicativo para smartphone. Você já deve conhecer serviços semelhantes, como o Google Keep e o OneNote, da Microsoft. O que diferencia o Evernote é o seu editor de notas, com funcionalidades mais robustas em relação aos seus similares, o que permite elaborar notas com mais opções de edição de texto, layout e design.

Por que o Evernote é bom para uso acadêmico?

O Evernote pode ser uma ferramenta muito útil na área acadêmica. Sabe aqueles papéis com fichamentos de vários textos lidos para trabalhos ou pesquisas? Substitua por notas que podem conter PDFs, imagens e até áudios. O melhor é que tudo fica na nuvem e pode ser acessado no seu computador ou no aplicativo de celular!

Por falar no celular, o aplicativo do Evernote permite ter acesso às suas notas e também criar novas a partir da câmera, podendo transformar aquela sua pilha de papéis em um arquivo digital de fácil acesso e manuseio.

O Evernote apresenta alguns plugins interessantes para navegadores. Para quem precisa ler muitas matérias e há no site uma poluição visual de banners e etc, o Clearly é a solução ideal: a página é recarregada focando só no texto, sem imagens, e ainda te dá a opção de salvar em PDF o texto “limpo”. Já o Webclipper é o plugin para quem quer salvar capturas de tela diretamente como uma nota. Achou algo interessante navegando e quer rapidamente salvar aquela informação? Use esse plugin!

Voltando ao Evernote em si, a parte mais importante para quem tem um volume grande de informação para armazenar é a possibilidade de organizar as notas em cadernos, dando a cada uma etiquetas que as identificam facilmente. Um sistema de busca interno facilita achar aquelas notas que você precisa. É a função que mais uso quando vou escrever um artigo e preciso dos fichamentos para compor a minha bibliografia.

Onde posso fazer o download? É de graça?

Você pode acessar o site oficial em português do Evernote aqui para baixar a versão desktop e/ou instalar no seu celular via Google Play (Android) ou AppStore (iOS). É possível também usar a versão web direto no navegador.

É preciso fazer um cadastro para poder ter sua conta no Evernote. A bota notícia é que o plano básico é gratuito, o que já permite guardar notas simples em formato texto. Nesse plano o limite de envio mensal é de 60 Mb, e o tamanho máximo de uma nota é de 25 Mb, ou seja, não permite que sejam salvos muitos PDFs e imagens pesadas, caso você precise utilizar esses recursos. Vale destacar que só será possível utilizar o programa em dois dispositivos (seu celular e o computador, por exemplo).

Para quem quiser desfrutar de mais espaço para suas notas e outras funcionalidades extras, o Plano Premium cobra atualmente (Julho de 2020) o valor de R$9,00 mensais. Se a sua necessidade de espaço for maior para suas notas, o programa for realmente útil no seu trabalho e couber no orçamento, vale a pena considerar contratar o serviço. Há ainda um plano especial para Business.

Gostou da dica?

Deixe seu comentário aqui embaixo no formulário e diga o que achou da postagem. Compartilhe com seus colegas, família e quem mais você achar que o Evernote pode ajudar em suas tarefas. E não se esqueça de assinar a nossa Newsletter para ficar por dentro das últimas novidades.

Gestão ou governança metropolitana?

Governança Metropolitana ou Gestão Metropolitana?

A gestão metropolitana é um importante conceito nos estudos urbanos e regionais. Entretanto, há na academia o uso corrente da expressão “governança metropolitana”. É importante saber distinguir entre ambas.

Oriunda do mundo corporativo, o conceito de “governança” foi adotado na literatura acadêmica para descrever novos processos e formas de gerir o setor público. Cabe destacar que sua disseminação foi impulsionada por entidades internacionais tais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Pedro Fiori Arantes aponta como ambas foram responsáveis em difundir o modelo de “gestão estatal terceirizada”, direcionando o uso do recurso público e da própria organização do Estado.

O que significa os termos gestão e governança?

Basicamente, pode-se afirmar que a governança traz uma perspectiva de participação multinível (entre diferentes esferas de poder) e multi-ator, em que os agentes privados passam a ter um papel relevante nos processos de planejamento e execução de políticas públicas. O termo “gestão”, assim, ficaria restrito para designar o Estado como principal ator na condução desses processos – definição que trabalhei em minha tese.

Por que é importante fazer essa distinção entre gestão e governança metropolitana?

Dada a natureza das relações estabelecidas na arena metropolitana, a escolha do foco de estudo (ação estatal em si ou no papel dos diferentes atores envolvidos) é fundamental para a pesquisa acadêmica – tanto no plano teórico-conceitual quanto na análise empírica. Ao tratar sobre a questão metropolitana nesse blog irei utilizar a expressão adequada ao que estiver em foco, portanto usarei tanto “gestão” quanto “governança”, de acordo com a diferenciação acima explicada.

Outra questão importante a ser debatida em futuras postagens é sobre o que poderíamos chamar de gestão/governança metropolitana “realmente existente” no contexto federativo brasileiro. Sobre esse assunto, destaca-se problema da coordenação interfederativa nas ações metropolitanas. A pandemia do coronavírus acabou sendo mais uma constatação da falta de uma resposta conjunta por parte das Regiões Metropolitanas a um desafio em comum ao território, como apontou o núcleo de Natal, RN, do Observatório das Metrópoles.

Nossas metrópoles seriam, então, “ingovernáveis”? Convido você a acompanhar aqui o debate. Esteja desde já à vontade para participar, enviando seu comentário.


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