Crise Pandémica e Crise na Habitação: Mulheres em Foco – Ciclo de Debates 2020 Dinâmia’CET / ISCTE

Crise Pandêmica - Crise na Habitação - Mulheres em Foco | Dinâmia CET, ISCTE-IUL

Nos dias 2, 3, 9 e 10 de Dezembro acontecerá o evento online “Crise Pandémica e Crise na Habitação: mulheres em foco”, atividade que faz parte do Ciclo de Debates 2020 do Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, grupo de pesquisa vinculado ao ICSTE-IUL, situado em Lisboa, Portugal.

Nos encontros serão debatidos os resultados do projeto de investigação “Como ficar em casa? Intervenções imediatas de combate à COVID-19 em bairros precários da AML”. Confira o cartaz do evento e segue abaixo a programação.

habitação e igualdade de gênero

Políticas de habitação e igualdade de género em tempos de pandemia

16:30 – 16:45 | Abertura

Maria das Dores Guerreiro
Vice Reitora do Iscte

Pedro Costa
Director DINÂMIA’CET-Iscte

16:45 – 17:00 | Apresentação do Guia — Como ficar em casa?  

17:00 – 18:30 | Debate: Políticas de habitação e igualdade de género em tempos de pandemia

Rosa Monteiro 
Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade

Marina Gonçalves
Secretária de Estado da Habitação

Paula Marques 
Vereadora do Desenvolvimento Local e da Habitação da CML

Helena Roseta *
Coordenadora do Programa Bairros Saudáveis

* A confirmar
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Acesso Zoom (possibilidade de participação)
Meeting ID: 827 6180 0215
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Password: 198896

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3 de Dezembro

Mulheres pelo Direito à Habitação 

16:30 – 16:45 | Apresentação dos Retratos

16:35 – 18:30 | Debate: Mulheres pelo Direito à Habitação 

Ana Sofia Fernandes
PpDM — Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

Manuela Tavares
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta

Maria João Berhan
Habita – Associação pelo direito à habitação e à cidade

Patrícia Santos Pedrosa
MA — Associação Mulheres na Arquitectura
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Acesso Zoom
Meeting ID: 856 1775 6826
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Password: 920283

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Mãos na Massa, das políticas ao terreno

16:30 – 16:45 | Apresentação do Manual — Como ficar em casa?  

16:35 – 18:30 | Debate: Mãos na Massa, das políticas ao terreno

Aitor Varea Oro
Habitar Porto 

Alexandra Luís
Associação Mulheres sem Fronteiras

Maria Luísa Salazar
Obra Social Irmãs Oblatas
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Acesso Zoom
Meeting ID: 853 7211 6764
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Password: 476180

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Interseccionalidade e/na Habitação

16:30 / 16:45   Apresentação dos Resultados do Inquérito — Como ficar em casa?  

16:35 /18:30    Debate: Interseccionalidade e/na Habitação

Ana Rita Alves
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

António Brito Guterres
DINÂMIA’CET-Iscte / Fundação Aga Khan

Lia Antunes
MA — Associação Mulheres na Arquitectura
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Acesso Zoom
Meeting ID: 883 5080 0452
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3 Plataformas de Ensino à Distância que você precisa conhecer

Cursos online gratuitos EaD E-learning

Com a pandemia os cursos online ganharam maior popularidade. Como recurso de combate ao avançando da COVID-19, a quarentena exigiu o confinamento em massa por todo mundo, acarretando em um aumento pela procura de oportunidades de aprendizagem virtual como uma forma de ocupar produtivamente o tempo.

Atualmente são várias as plataformas MOOC (Massive Online Open Courses, na sigla em inglês, ou Cursos Online Abertos e Massivos, em tradução livre) que reúnem cursos oferecidos pelas mais prestigiadas universidades e empresas mundiais na modalidade EaD (ensino à distância), muitos deles gratuitos ou com baixo valor de investimento.

Dentre as inúmeras opções, separei três que merecem destaque, sendo duas internacionais e uma brasileira. Confira abaixo!

Coursera

Hoje sem dúvida a maior plataforma MOOC em atividade, com mais de 3.900 opções de cursos e especializações, é o Coursera.

Você pode fazer cursos mais curtos ou mesmo obter um diploma universitário (graduação e mestrado) oferecido pelas maiores universidades do mundo. Há opções gratuitas e pagas com valores que cabem no bolso. São várias opções disponíveis inclusive em português.

Seguindo o princípio de que “alunos do mundo todo tenham acesso gratuito à educação de qualidade”, a plataforma, que está disponível tanto para computador como para tablets e smartphones, oferece em seus cursos suporte vídeo-aulas, testes interativos, a realização de avaliações e interação com colegas e professores.

Para quem se interessar, há cursos disponíveis nas áreas de Artes e Humanidades, Negócios, Ciências da Computação, Ciência de Dados, Tecnologia da Informação, Saúde, Matemática e Lógica, Desenvolvimento Pessoal, Ciência e Engenharia Física, Ciências Sociais e Línguas.

Future Learn

Outra boa opção de cursos é a plataforma Future Learn, que oferece a mesma proposta de trazer cursos das principais universidades e empresas do mundo, mas, diferente do Coursera, só está disponível na língua inglesa.

Se o idioma não for um problema, você pode escolher um curso nas seguintes áreas oferecidas: Business and Management, Creative Arts and Media, Healthcare and Medicine, History, IT and Computer Science, Language, Law, Literature, Nature and Environment, Politics and Society, Psychology and Mental Health, Science, Engineering and Maths, Study Skills e Teaching.

Já os cursos estão divididos entre três categorias: short courses, microcredentials and programs e online degrees. Assim como a maioria dos MOOCs, você pode fazer um curso de graça mas precisará pagar se quiser um certificado. Entretanto, vale ressaltar que o valor é mais baixo que os cursos presenciais oferecidos na forma tradicional.

Fundação Bradesco

Para completar a lista, não poderia faltar um MOOC brasileiro como referência, A Escola Virtual, portal de e-learning mantido pela Fundação Bradesco desde 2001, oferece cursos livres 100% gratuitos, incluindo a certificação!

Ao contrários das duas opções acima, não há disponibilidade de cursos de graduação ou pós, mais comuns de serem ofertados por universidades privadas (e pagos). Mesmo assim, a carga horária e a qualidade do cursos na Escola Virtual proporcionam um certificado que fará a diferença no currículo.

Os cursos estão focados em capacitação profissional para o mercado de trabalho e estão divididos nas seguintes áreas: Administração, Contabilidade e Finanças, Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Educação e Tecnologia.

EuroPosgrados Virtual 2020

Para quem deseja conhecer as oportunidades de estudos na Europa, a feira virtual de estudos superiores “Europosgrados 2020” será uma excelente oportunidade. Se inscreva para conhecer as bolsas e apoios disponíveis para graduação e pós-graduação para estudantes de outros países.

O evento acontece no dia 14de Novembro de 2020 e pode ser acessado aqui.

“Primavera” norte-americana?

Foto de Aaron Schwartz no Pexels

Compartilho uma opinião pessoal sobre o cenário das eleições americanas de 2020.

Enquanto escrevo essa postagem, dia 5 de Novembro, o mundo encontra-se em compasso de espera enquanto não é definido o 46° presidente dos Estados Unidos da América. É inegável o imenso peso que tal evento tem sobre os rumos da política e da economia internacionais.

Minha opinião é a de que uma derrota do atual presidente Donald Trump será uma vitória para a democracia em escala global. A forma de fazer política baseada na retórica do ódio e de mentiras, marca característica do republicano, ganhou repercussão em vários países, dando combustível à extrema-direita e criando um ambiente hostil para a democracia.

A vitória do democrata Joe Biden não representa necessariamente o fim do “trumpismo”, mas sem dúvida sinaliza um alento que merece ser comemorado.

Que após esse longo inverno venha a brisa de uma primavera mais promissora.

O que é a Coesão Territorial?

Fonte: Pexels.com

Compartilho abaixo trecho adaptado da minha tese de doutorado, no qual descrevo e analiso o o conceito de coesão territorial, utilizado como uma das pedras angulares do quadro de políticas da União Europeia. Trata-se de uma importante referência para pensarmos as questões urbanas e regionais no século XXI.

Para explicar o conceito de coesão territorial, é preciso recorrer ao conceito de coesão social, visto desde o âmbito teórico, no campo da Sociologia, passando pela acepção do termo enquanto estratégia política embasada em valores democráticos, percepção adotada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O caráter territorial da coesão parte da experiência das políticas comunitárias da União Europeia (UE), que o agregou aos já consagrados conceitos de coesão social e econômica.

Na tradição sociológica, Émile Durkheim, ainda no século XIX, estabeleceu a noção de coesão ligada à organização dos sistemas sociais (JOHNSON, 1997, p.41), cujas fontes básicas seriam derivadas dos conceitos de solidariedade mecânica (coesão por “semelhança”, a partir da cultura e estilo de vida comuns) e solidariedade orgânica (coesão por “diferenças”, baseada na divisão do trabalho, em que é gerada uma rede complexa de interdependência – típica da sociedade industrial). Já no século XX, o sociólogo Talcott Parsons desenvolveria a ideia de que a coesão se daria pela manutenção da sociedade moderna através de um consenso geral sobre valores (JOHNSON, id., loc. cit.). O que se destaca, a partir dessas abordagens oriundas da Sociologia, é a perspectiva do consenso como cimento da coesão social, com o qual se pode traçar um paralelo com a organização institucional e as estruturas que dão suporte aos sistemas sociais.

A coesão social surge como tema prioritário quando a humanidade passa por uma mudança de época e as próprias bases da vida em comum começam a ser questionadas e corroídas. Atravessamos um período de importante transição histórica, com uma profunda mudança de ciclo na história da humanidade (CEPAL, 2007, p.17). O documento preparatório, elaborado pela CEPAL, para o encontro XVII Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em 2007 no Chile, intitulado “Coesão Social – Inclusão e Sentido de Pertencer na América Latina e no Caribe. Síntese”, ressalta a importância da coesão para a solidez do Estado, para a governabilidade, para a ordem social democrática e para a estabilidade das sociedades em geral, e em particular, as latino-americanas. Entretanto, aspectos do desenvolvimento social podem ajudar ou impedir que se consolide a coesão, sendo, por isso, determinante que o conceito seja tomado como um guia das políticas públicas (CEPAL, id., p.9-10).

A ONU, por meio da CEPAL, propaga então uma visão de coesão que tem por finalidade influir diretamente na agenda pública dos países, no caso em questão, os latino-americanos. Nessa agenda são priorizadas a questão produtiva, a inclusão social via desenvolvimento do capital social e a criação de uma rede de proteção contra riscos e vulnerabilidades, entre outras diretrizes, que, por fim, objetivam estabelecer um contrato de coesão social, a ser “assinado” pelos países que aceitarem seguir o receituário normativo da CEPAL. Eis a coesão enquanto “consenso geral sobre valores”, conforme Talcott Parsons.

A dimensão territorial da coesão em sua conceituação teórica e norma reguladora é uma das principais características das políticas adotadas pela União Europeia. O conceito passa a ser adotado de forma oficial, a partir de 2007, com o Tratado de Lisboa , ao lado das já consagradas noções de coesão social e econômica, presentes na própria consolidação da UE, ainda nos anos 1980. Em outro documento de referência, o “Livro Verde sobre a Coesão Territorial Europeia”, define-se o conceito de coesão territorial nos seguintes termos:

A coesão territorial procura alcançar o desenvolvimento harmonioso de todos estes territórios e facultar aos seus habitantes a possibilidade de tirar o melhor partido das características de cada um deles. […] Muitos dos problemas enfrentados pelos territórios são transversais pelo que as soluções efectivas requerem uma abordagem e cooperação integradas entre as várias autoridades e todos os envolvidos. A este respeito, o conceito de coesão territorial permite interligar eficácia económica, coesão social e equilíbrio ecológico, fazendo do desenvolvimento sustentável o pilar da elaboração de políticas (UNIÃO EUROPEIA, 2008, p.3).

A noção de sustentabilidade, que desde a década de 1970 e principalmente a partir da da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento de 1992, realizada no Rio de Janeiro, vem pautando prognósticos e recomendações de políticas públicas, ganha uma nova “roupagem” com a adoção do conceito de coesão, no caso europeu, em que é prevista a interligação entre os aspectos econômicos, sociais e ambientais do desenvolvimento.

A dimensão territorial da coesão ganha reforço a partir do “European Spatial Development Perspective” (ESDP), acordo elaborado de 1999 pelo conselho informal de ministros responsáveis pelo planejamento espacial (UNIÃO EUROPEIA, 1999). Esse documento ressalta o papel fundamental dos assuntos territoriais nas políticas da União Europeia, que passa a conferir maior importância aos impactos físicos dos programas e políticas que afetam direta ou indiretamente o território (PEDRAZZINI, 2011). A partir do ESDP são estabelecidos três objetivos fundamentais, que vão pautar os passos seguintes da agenda política da UE: (1) a coesão social e econômica; (2) conservação e gestão dos recursos naturais e do patrimônio cultural e (3) competividade mais equilibrada no território europeu. (UNIÃO EUROPEIA, id.). A agenda territorial da UE, expressa em diversos documentos oficiais seguintes , com destaque para o Tratado de Lisboa, seguirá com essas orientações estratégicas, dado o estabelecimento da coesão territorial como objetivo comum a ser adotado por todos Estados-membros.

A gestão pública, no que se refere aos territórios, em suas diversas escalas, passa a perseguir a concretização dos princípios e diretrizes de coesão territorial então oficialmente assumidos para o desenvolvimento sustentável da UE. No entanto, é importante contextualizá-lo na realidade política, social e econômica em que surgiu e opera.

Uma séria crítica à coesão territorial, no papel que cumpre como modo de regulação das políticas públicas, busca evidenciá-la como uma construção retórica que, na verdade, esconde perspectivas neoliberais nas entrelinhas do discurso generalista do conceito, intimamente associadas ao princípio de “competividade”, muito presente nos documentos sobre coesão na UE, que estariam mais ligadas à garantia e suporte das estruturas de poder. Na retórica sobre coesão, a exclusão aparece como um efeito posterior da competição econômica, ignorando que tal problema seria, contudo, parte integrante da mesma narrativa socioespacial, ou seja, as próprias políticas de coesão perpetuariam problemas que deveria eliminar, posto que são guiadas por princípios neoliberais, ou seja, conformariam a priorização dos interesses dos agentes econômicos na gestão, criando, desse modo, espaços de exclusão, de “não-competividade”, frente aqueles que são beneficiados. A pretensa “coesão”, assim, concorreria para a divisão do território entre “espaços luminosos” e “espaços opacos”, resultando na diferenciação que deveria erradicar.

Chamaremos de espaços luminosos aqueles que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim mais aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Por oposição, os subespaços onde tais características estão ausentes seriam os espaços opacos. Entre esses extremos haveria toda uma gama de situações. Os espaços luminosos, pela sua consistência técnica e política, seriam os mais suscetíveis de participar de regularidades e de uma lógica obediente aos interesses das maiores empresas (SANTOS; SILVEIRA, 2004, p.264).

Nesta perspectiva, a política de coesão serve antes a uma centralização de recursos humanos e técnicos em alguns pontos privilegiados do território, “obedientes” (espaços luminosos), em detrimento dos demais espaços (opacos), desprovida do atendimento das políticas públicas que deveriam proporcionar, por princípio, um equilíbrio no desenvolvimento socioespacial. Este desiquilíbrio entre o aspecto econômico e social, ocasionado pelas contradições e o trade-off entre coesão e competividade no espaço europeu, são características que marcam decisivamente os desafios em torno das políticas baseadas nos princípios de coesão territorial (ACHE et al., 2008).

A coesão deve então ser compreendida no entrelaçamento entre quatro dimensões – territorial, econômica, social e política –, em que se articulam os elementos estruturais para a promoção de políticas de integração territorial (DINIZ, 1998, p.290). A coesão territorial de matriz europeia lança princípios importantes a serem observados pela gestão pública, mas peca pelo componente econômico, em que valoriza um dos princípios mais controversos da cartilha neoliberal, que é a competividade, pilar da gestão “empresarial” dos territórios, geradora de toda sorte de desigualdades socioespaciais. Entende-se, assim, que a coesão territorial, enquanto princípio orientador do planejamento e gestão de políticas públicas, deve dar maior atenção às características da coesão social salientadas pela CEPAL, como a de garantir a governabilidade e a manutenção da ordem social democrática. Tratam-se de objetivos que são tangíveis somente com a priorização da dimensão social da coesão, sem descuidar da dimensão política, focada na busca do consenso e da cooperação e, importante destacar, sem submissão à dimensão econômica “capturada” pelos interesses do capital, que para sua própria “coesão” precisa que as políticas públicas sejam orientadas para facilitar os processos de reprodução e acumulação capitalistas.

Por fim, a coesão territorial, no sentido crítico exposto até aqui, pode ser um caminho para o resgate da “condição urbana” que o urbanista Olivier Mongin declara como finalidade da utopia contemporânea – busca da reconciliação e harmonização, do equilíbrio ecológico e antropológico, do “sentido político da cidade que passa por uma ressurgência dos lugares frente aos fluxos globalizados” (MONGIN, 2009, p.228).


Referências

ACHE, Peter; ANDERSE, Hans Thor; MALOUTAS, Thomas; RACO, Mike; TASAN-KOK, Tuna (eds.) Cities between Competitiveness and Cohesion: Discourses, Realities and Implementation. [s.I.]: Springer Science & Business Media, 2008

CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – Organização das Nações Unidas). Coesão Social. Inclusão e Sentido de Pertencer na América Latina e no Caribe. Santiago do Chile, 2007, 92p. Disponível em http://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/2834/1/S2007451_pt.pdf. Acesso em 8 out. 2014.

DINIZ, Eli. Uma perspectiva analítica para a reforma do Estado. Lua Nova, n.45, p. 29-48, 1998.

JOHNSON, Allan G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.

MONGIN, Olivier. A Condição Urbana: a cidade na era da globalização. São Paulo: Estação Liberdade, 2009.

SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: Território e Sociedade no início do século XX. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

UNIÃO EUROPEIA. Comissão Europeia. ESDP – European Spatial Development Perspective: towards a balanced and sustainable development of the territory of the European Union. Luxemburg: 1999. Available from: < http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docoffic/official/reports/pdf/sum_en.pdf> Cited: 11 jul. 2015

______________. Comissão das Comunidades Europeias. Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia: Tirar Partido da Diversidade Territorial. Bruxelas, 2008, 14p. Available from: http://ec.europa.eu/regional_policy/archive/consultation/terco/paper_terco_pt.pdf. Cited: 11 jul. 2015.

Oferta de emprego para professor e de bolsas para pós-graduação no exterior

Vagas professor pesquisador pós-doc exterior

Na última postagem sobre oportunidades acadêmicas no Brasil foram apresentadas algumas dicas de como buscar vagas via universidades, agências de fomento e sites de concursos e vagas em instituições privadas. Nesta postagem apresentamos alguns sites para também encontrar vagas acadêmicas no exterior.

Cabe destacar que para concorrer no exterior é fundamental ter o domínio de uma língua estrangeira, principalmente o inglês. Se você se encaixa nesse perfil, deve considerar buscar a sua vaga de professor e/ou pesquisador em outros países. Se não domina totalmente o inglês, não deixe de ampliar seus conhecimentos para aumentar suas chances de encontrar o seu emprego.

4 SITES COM VAGAS PARA PROFESSORES E BOLSAS NO EXTERIOR

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(Qual?) Desenvolvimento Urbano Sustentável

Recebi um convite especial do pessoal da Rede Empreendedora de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (REDESS) para conversar sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável. Foi um bate-papo bem interessante em torno da questão sobre qual desenvolvimento queremos para nossas cidades e o papel que as comunidades locais tem nesse processo.

Confira abaixo no vídeo gravado do debate e deixe seu comentário!

HOJE NOSSO BISTRÔ ABRE AS PORTAS PARA HENRIQUE CASTRO. TEMA: "DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEVL"

Henrique é Doutor em Urbanismo pela PUC-Campinas, Mestre em Ciência Política pela UFRJ. Pesquisador sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável.#SOMOSREDESS

Posted by REDESSbr on Sunday, August 2, 2020

Oportunidades de emprego acadêmico no Brasil: bolsas, concursos e vagas para professores e pesquisadores

Foto de bongkarn thanyakij no Pexels

A carreira acadêmica já era uma escolha desafiadora no Brasil. Com a crise provocada pela pandemia do Coronavírus, cujos desdobramentos ainda mal podemos vislumbrar, se tornou ainda mais delicado se dedicar à academia no país.

Se você busca oportunidades na área acadêmica, saiba que não será tarefa fácil, dado o atual cenário, e ainda há muitas incertezas quanto ao futuro. Entretanto, é importante conhecer os principais canais para pesquisar possíveis vagas e estar atento às novidades.

Confira abaixo uma lista de sites de entidades e universidades que divulgam oportunidades de concursos para professores, bolsas de estudos para pesquisa e pós-graduação, dentre outros, tanto no Brasil como no exterior.

Salve em seus favoritos e acompanhe para ficar por dentro!

Entidades públicas

  • CAPES – Editais abertos
  • FAPEMIG (Minas Gerais) – Chamadas
  • FAPESQ (Paraíba) – Editais abertos
  • FAPERJ (Rio de Janeiro) – Lista de Editais
  • FAPERGS (Rio Grande do Sul) – Chamadas e Editais
  • FAPESP (São Paulo) – Oportunidades de Bolsas
  • Empregos no PNUD Brasil
  • Oportunidade de trabalho na UNICEF

Universidades

Sites de Divulgação (concursos, vagas, etc)

Ficou faltando algum site que você gostaria de incluir?
Deixe nos comentários abaixo a sua dica!

Tome nota: Evernote

Algumas ferramentas de produtividade são essenciais para quem atua na área acadêmica, seja como professor, pesquisador ou estudante. Se você precisa de um programa para fazer fichamentos e guardar anotações importantes, o Evernote é uma boa opção.

O que faz o Evernote?

Basicamente é um programa para fazer anotações, disponível tanto para desktop quanto aplicativo para smartphone. Você já deve conhecer serviços semelhantes, como o Google Keep e o OneNote, da Microsoft. O que diferencia o Evernote é o seu editor de notas, com funcionalidades mais robustas em relação aos seus similares, o que permite elaborar notas com mais opções de edição de texto, layout e design.

Por que o Evernote é bom para uso acadêmico?

O Evernote pode ser uma ferramenta muito útil na área acadêmica. Sabe aqueles papéis com fichamentos de vários textos lidos para trabalhos ou pesquisas? Substitua por notas que podem conter PDFs, imagens e até áudios. O melhor é que tudo fica na nuvem e pode ser acessado no seu computador ou no aplicativo de celular!

Por falar no celular, o aplicativo do Evernote permite ter acesso às suas notas e também criar novas a partir da câmera, podendo transformar aquela sua pilha de papéis em um arquivo digital de fácil acesso e manuseio.

O Evernote apresenta alguns plugins interessantes para navegadores. Para quem precisa ler muitas matérias e há no site uma poluição visual de banners e etc, o Clearly é a solução ideal: a página é recarregada focando só no texto, sem imagens, e ainda te dá a opção de salvar em PDF o texto “limpo”. Já o Webclipper é o plugin para quem quer salvar capturas de tela diretamente como uma nota. Achou algo interessante navegando e quer rapidamente salvar aquela informação? Use esse plugin!

Voltando ao Evernote em si, a parte mais importante para quem tem um volume grande de informação para armazenar é a possibilidade de organizar as notas em cadernos, dando a cada uma etiquetas que as identificam facilmente. Um sistema de busca interno facilita achar aquelas notas que você precisa. É a função que mais uso quando vou escrever um artigo e preciso dos fichamentos para compor a minha bibliografia.

Onde posso fazer o download? É de graça?

Você pode acessar o site oficial em português do Evernote aqui para baixar a versão desktop e/ou instalar no seu celular via Google Play (Android) ou AppStore (iOS). É possível também usar a versão web direto no navegador.

É preciso fazer um cadastro para poder ter sua conta no Evernote. A bota notícia é que o plano básico é gratuito, o que já permite guardar notas simples em formato texto. Nesse plano o limite de envio mensal é de 60 Mb, e o tamanho máximo de uma nota é de 25 Mb, ou seja, não permite que sejam salvos muitos PDFs e imagens pesadas, caso você precise utilizar esses recursos. Vale destacar que só será possível utilizar o programa em dois dispositivos (seu celular e o computador, por exemplo).

Para quem quiser desfrutar de mais espaço para suas notas e outras funcionalidades extras, o Plano Premium cobra atualmente (Julho de 2020) o valor de R$9,00 mensais. Se a sua necessidade de espaço for maior para suas notas, o programa for realmente útil no seu trabalho e couber no orçamento, vale a pena considerar contratar o serviço. Há ainda um plano especial para Business.

Gostou da dica?

Deixe seu comentário aqui embaixo no formulário e diga o que achou da postagem. Compartilhe com seus colegas, família e quem mais você achar que o Evernote pode ajudar em suas tarefas. E não se esqueça de assinar a nossa Newsletter para ficar por dentro das últimas novidades.

Plataforma de mini-cursos gratuitos sobre Carreira Acadêmica e Estudos Urbanos

(Atualização Novembro’2020)

Uma das propostas do site é o de oferecer uma plataforma de EaD com mini-cursos sobre temas diversos relacionados ao desenvolvimento urbano sustentável e também sobre carreira acadêmica. A plataforma está em desenvolvimento e deverá ser lançada no primeiro semestre de 2021.

Para saber a data de lançamento e ter acesso à plataforma é preciso se cadastrar.

Os mini-cursos serão totalmente online, de curta duração e sem tutoria e certificação. e ficarão disponíveis para serem realizados a qualquer tempo. O objetivo é que sejam cursos rápidos mas com material de apoio complementar para quem quiser se aprofundar.
Quer sugerir algum tema para o mini-curso? Deixe seu comentário abaixo.